精華熱點 ?中英葡三語季俊群江南新感覺派詩歌《秋分時節(jié)》十一首
一.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
?
1.
金羽墜入天平中央——
黑綢收緊
勒熄了,最后一粒蟬鳴的星火
?2.
涼露,懸在枯睫末端
欲墜未墜——
夏遺落,一句未及出口的證言
?3.
雁字,未寫完云信箋
西風(fēng)已執(zhí)霜刃——
劈斷了,通向暖檐的虛線
?4.
影子在空階上對弈
各飲半盞寒涼——
盡時,日歷又撕薄了冬的門檻
二.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
1.
雁陣,裁開你南去的天空——
落葉低訴
冷!就此劃下永久界線
2.
我守著,舊日的田壟
可稻穗垂首時,
諾言沉江,碎了漣漪
3.
指節(jié)發(fā)白,盤緊扣結(jié)之繩
能否抵擋
幾陣透骨的寒
4.
忘了,擦肩或未燃星火——
鬢染霜雪的兩行足印
終將墜入那片楓紅
三.秋分時節(jié)?
季俊群/巴西
稻穗,丈量泥土與蒼穹的等距
風(fēng)在清算——
一半凋謝,一半升作來年星圖
四.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
電子屏“0”點亮夜,可比肩晝
我欠身——
如?壓彎的枝頭,向盛夏轉(zhuǎn)交星河
五.秋分時節(jié)?
季俊群/巴西
西風(fēng),撕碎綠葉于一地
誰拾起——
那金黃碎片,鐫刻冬的密語
六.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
火舌舔南門時,冰棱正叩北窗——
太陽走鋼索
把光與影,裁成兩匹對等的綢
七.秋分時節(jié)?
季俊群/巴西
風(fēng),傾斜了影子
露珠顫抖——
在草尖上,等一句黎明的證詞
八.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
西風(fēng)薄刃上,金色信箋起舞
——握不住余溫
數(shù)不清的霜痕,如風(fēng)中沙漏
九.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
信箋紛飛,大雁銜走斜陽
當夜色正濃
桂花,只能把故鄉(xiāng)釀成半盞月光
十.秋分時節(jié)
季俊群/巴西
宮餅,在掌心裂成一道月光——
半枚沉入苦酒
另半枚,浮出老屋井邊的桂香
十一.秋分時節(jié)?
季俊群/巴西
落葉隨江??葜θ绾?擔(dān)起?——
一頭雁影
另一頭,故鄉(xiāng)?垂首的曬場

【詩人簡介】又名裘俊群、季(或裘)軍群,浙江青田縣裘山人,旅居巴西,中國詩歌學(xué)會會員,鳳凰美洲總社社長。作品散見于《人民日報》《中國詩歌》《中國詩人生日大典》《中國當代詩歌大辭典》《東北亞新聞》《世界日報》等。主編《裘山太傳奇》《裘山志》。獲2017年度程麗娥寫作聯(lián)盟云帆群星大賽十大文學(xué)銀星獎;獲2022年第九屆星際詩人獎(十佳華語詩人)。
Onze Novos Poemas Sensacionalistas de Jiangnan, de Ji Junqun, "Equinócio de Outono", em chinês, inglês e português
I. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
1.
Uma pena dourada cai no centro da balan?a —
A seda negra se estica, apagando a última faísca do chilrear da cigarra.
2.
Orvalho fresco pende da ponta dos cílios murchos, prestes a cair, mas ainda n?o —
O legado do ver?o, um testemunho tácito.
3.
A palavra "gansos", uma letra de nuvem inacabada.
O vento oeste brande sua lamina gelada —
Rompendo a linha imaginária que leva aos beirais quentes.
4.
Sombras jogam xadrez nos degraus vazios, cada uma bebendo meia ta?a de vinho gelado —
Ao fim do dia, o calendário rasga o limiar do inverno.
II. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
1.
Os gansos voam pelo céu enquanto você voa para o sul—
Folhas caídas sussurram — Frio! Assim, uma fronteira permanente é tra?ada.
2.
Eu guardo os antigos cumes dos campos.
Mas quando as espigas de arroz murcham,
promessas afundam no rio, quebrando as ondula??es.
3.
Os nós dos dedos ficam brancos, eu tor?o a corda com nós firmemente.
Será que consigo suportar
algumas rajadas de frio de cortar os ossos?
4.
Esquecer, passar por cima ou faíscas n?o acesas—
Duas fileiras de pegadas, cabelos manchados de geada e neve,
acabar?o caindo nas folhas vermelhas do bordo.
3. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
Espigas de arroz, medindo a distancia entre a terra e o céu
O vento está limpando o céu — Metade murcha, metade sobe para se tornar o mapa estelar do próximo ano
IV. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
O "0" na tela eletr?nica ilumina a noite, comparável ao dia
Eu me inclino para frente — Como um galho curvado, entrego o céu estrelado ao solstício de ver?o
V. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
O vento oeste despeda?a folhas verdes no ch?o
Quem as colhe?
Aqueles fragmentos dourados, gravados com as palavras secretas do inverno
Seis. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
Enquanto as chamas lambem o port?o sul, pingentes de gelo batem contra a janela norte —
O sol caminha na corda bamba
Cortando luz e sombra em dois peda?os iguais de seda
Sete. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
O vento inclina as sombras. As gotas de orvalho tremem —
Na ponta da grama, aguardando um testemunho do amanhecer
Oito. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
Na fina lamina do vento oeste, letras douradas dan?am
—Incapaz de segurar o calor persistente
Incontáveis ??marcas de geada, como uma ampulheta ao vento
9. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
Letras voam, gansos selvagens carregam o sol poente
Quando a noite se aprofunda
Osmanthus só pode transformar minha cidade natal em meio luar
10. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
O bolo do palácio, rachado na minha palma, torna-se um raio de luar —
Metade afunda no vinho amargo
A outra metade, a fragrancia de osmanthus sobe do po?o da velha casa
11. Equinócio de Outono
Ji Junqun/Brasil
Folhas caídas flutuam ao longo do rio. Como os galhos secos podem suportar o peso? —
A sombra de um ganso selvagem
Do outro lado, o pátio de secagem murcho da minha cidade natal
[Perfil do Poeta] Também conhecido como Qiu Junqun, Ji (ou Qiu) Junqun, natural de Qiushan, Condado de Qingtian, Província de Zhejiang, vive no Brasil. é membro da Sociedade de Poesia Chinesa e presidente da Phoenix Americas. Seus trabalhos foram publicados no Diário do Povo, Poesia Chinesa, Cerim?nia de Aniversário dos Poetas Chineses, Dicionário de Poesia Chinesa Contemporanea, Notícias do Nordeste Asiático, Jornal Mundial e outras publica??es. é editor-chefe de "A Lenda de Qiu Shantai" e "Cr?nica de Qiu Shan". Ganhou o Prêmio Estrela de Prata Literária dos Dez Melhores Poetas Chineses da Cheng Li'e Writing Alliance Yunfan Star Competition de 2017; ganhou o Nono Prêmio de Poeta Interestelar de 2022 (Dez Melhores Poetas Chineses).




